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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O meu outro blogue

Eu até tenho publicado bastante em blogues ultimamente, mas não neste blogue. Acontece que já há alguns meses que tenho um outro blogue, powered by Wordpress, num servidor dedicado apenas para o efeito. Um servidor só meu, e grátis :)

Têm-me dado mais trabalho os problemas que advêm do facto de usar o subdomínio gratuito cz.cc do que propriamente ter coisas que publicar. Ver se arranjo maneira de comprar um domínio de nível topo (TLD) como por exemplo .com.

O blogue em questão pode ser acedido em http://gbl08ma.cz.cc - trata-se de um blogue totalmente em inglês, uma vez que mais de 90% da minha "audiência" na web consiste de utilizadores falantes da língua. Ocasionalmente, os filtros desegurança do Google vão indicar que o domínio em questão apresenta problemas de segurança - isto é devido ao facto de eu usar um subdomínio cz.cc: estes domínios, bem como os co.cc e uni.cc são "famosos" por apontarem para sites maliciosos.
Por agora a solução da Google para estes problemas de segurança é retirar dos resultados de pesquisa do Google todos os websites com domínios co.cc, cz.cc, uni.cc e outros, sem verificar se tais websites são realmente perigosos ou não.
Daí a minha enorme vontade em arranjar um domínio a sério, pelo menos para o meu blogue em inglês. Não poder aparecer nas pesquisas do Google leva 75% das visitas embora, e só resistem os leitores habituais.

Seja como for, eu não vou voltar a este blogue muito mais vezes, a não ser que seja para publicar coisas de interesse apenas aos falantes de língua portuguesa ou relacionadas apenas com Portugal.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Chrome OS... e os devidos créditos?

Muito se está a falar hoje sobre o Chrome OS, outro (sim, outro, porque já existe o Android) sistema operativo da Google direccionado a netbooks, notebooks, laptops e (ninguém disse que não) até mesmo desktops - o Android continuará a ser usado em telemóveis e tablets. Pois bem, o Chrome OS está a ser oficialmente apresentado hoje pela Google - daí o motivo de tanto alarido nos sites de tecnologia por essa web afora.
Como foi dito na conferência, "Chrome OS é para dispositivos com teclado [físico]" - supõe-se que Android seja para dispositivos com ecrã(s) tácteis. Sim, sim, etc. etc. eu até apoio em parte isto do Chrome OS, especialmente quando já está a ser discutido o facto de, quando não há ligação, o sistema se tornar inútil - pelos vistos, algumas aplicações (sim, o Chrome OS tem uma App Store!) vão poder funcionar offline, incluindo o Google Docs, embora este último ainda esteja em fase de testes/discussão.

Como eu ia a dizer, "etc. etc., blá blá..." tudo isto é muito bonito e foi graças a quem?... a quem?
Aos senhores e senhoras que trabalham na Google, pois claro... e graças a mais quem?... mais quem?
Aaah... afinal havia mais gente! E mais: é que, para além do "projeto de código aberto Chromium" ainda temos "outros softwares de código abero"! E quantas centenas (senão milhares) de "anónimos", não remunerados, estão por trás deste trabalhinho todo, que depois permite à Google (e por vezes a outras empresas também) numas certas e determinadas conferências, fazer um brilharete "com estas maravilhas"!

É verdade que, no Chrome (não confundir com Chromium), nestas últimas versões grande parte das funcionalidades tem sido desenvolvida sob regime closed-source pela Google. Mas, recuemos às versões 1, 2, 3 do Chrome? Alguém se lembra? Nessa altura, o Chrome era muito pouco mais de um Chromium com licença da Google e nome diferente, "Google Chrome" por oposição a "Chromium"! Posto isto, é também verdade que a Google contribuiu bastante para o Chromium; mesmo assim, quem doou o seu tempo e trabalho para as causas de software livre que agora fazem parte aquilo que estamos habituados a ver e usar como "Google Chrome", deveria pelo menos ter uma menção mínima nestas apresentações da gigante (notem-se os Guês), não?

E eu estou 90% seguro que durante a apresentação do Chrome OS, nenhum dos senhores e senhoras que subiram (e ainda vão subir) ao palco disseram, nem dirão nada parecido com
"Google Chrome OS has been made possible thanks to the efforts of many people behind Chromium open source project as well as other free software projects. Thank you!"
E por hoje é tudo... será que terei tempo e disposição para experimentar o Chrome OS no meu desktop, agora que já é "oficial"?
Adeus e até à próxima!

PS: Pelo screenshot dá para ver que uso uma versão desactualizada do Google Chrome e pior do que isso, em Português do Brasil... ambos os factos têm explicação: o primeiro, deve-se à questão de o Google Chrome não estar disponível nos repositórios do Ubuntu (apenas o Chromium está) e, por isso, não é abrangido pelas actualizações do gestor de actualizações; o segundo, é devido à minha falta de atenção ao transferir o Google Chrome do site da Google, é que naquele dia, não sei porquê, tinha sido redireccionado para a versão Brasileira do Google, e o resultado é ter transferido a versão pt-BR. Não faz muito mal, afinal o Google Chrome é tão simplista que não tem muitas strings visíveis, e é da maneira que me habituo ao novo (des)acordo ortográfico (ort- de "mandar às ortigas"!)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bloqueador de publicidade - um que funciona!

Olá! Já não posto no blogue à muito tempo, de qualquer forma vim aqui para passar uma dica muito simples de ser concretizada, mas que é eficiente e fará com que nunca mais veja publicidade nas páginas web à sua frente. É muito simples, resume-se a duas perguntas:

  • Pergunta nº1: Utiliza o Firefox? Se sim, pode continuar para a pergunta nº2...
  • Pergunta nº2: Está farto da publicidade nas páginas web? Se sim, tem a solução para este problema!
Instale a extensão «AdBlocker Plus» no seu Firefox... o endereço da página da extensão é https://addons.mozilla.org/pt-PT/firefox/addon/1865
reinicie o Firefox, da primeira vez que ele iniciar vai-lhe perguntar que «lista negra de publicidades» deseja utilizar, eu utilizei a primeira; isso só vai acontecer da primeira vez. A extensão está toda em inglês mas é de fácil utilização, não é preciso ter muitos conhecimentos de inglês para a utilizar.

Agora, tente navegar para uma página web com publicidade, um bom exemplo é o http://baixaki.com.br, normalmente existe um banner debaixo da barrinha verde com as categorias e mais dois ou três dentro do conteúdo da página. Com a extensão instalada, notou alguma publicidade?
Esta extensão, ao contrário de outros bloqueadores, não bloqueia filmes do youtube e outros objectos Flash e Java. Além disso, qualquer publicidade que o AdBlocker não remover, você pode removê-la facilmente de vez.
Pronto. Eu já testei em várias páginas e ele removeu toda a publicidade. Não deixa o firefox mais lento (eu não notei nenhuma perda de velocidade).

Pena que não haja disto para Google Chrome...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

C# Cosmos - valerá a pena apoiar?

Embora eu nunca o tenha dito neste blogue, eu estou a seguir o projecto Cosmos (página no CodePlex) desde à muito tempo atrás - mais de 5 meses. Para quem não sabe - é justo que não saiba -, o Cosmos é uma espécie de um «kit» para criação de sistemas operativos em C#. Sim, criar um sistema operativo em C# já é possível - mas independentemente dos seus conhecimentos nesta linguagem de programação, neste ponto de desenvolvimento do projecto ainda não vai conseguir criar um sistema operativo como os principais que conhecemos hoje em dia - com um ambiente de trabalho, interface de janelas, enfim, uma interface de utilizador gráfica. Isto porque ainda só é possível criar sistemas operativos com interface em modo de texto - como o prompt de comando do Windows. Eu estou a seguir muito de perto o projecto, pois está mesmo quase quase terminado o suporte a VGA, e já estão a fazer testes com interfaces com controles (labels, botões, caixas de texto, etc) - ou seja, está a chegar a parte que me interessa. Eu não me vou escrever muito sobre o Cosmos. Se tiver acedido às páginas dos links acima, provavelmente ficará com água na boca como eu.

Agora, vem o meu «problema»: depois de ler a entrevista nesta página (em inglês), com dois dos criadores/administradores do projecto (agora um deles já não é, já lá iremos mais adiante), fiquei a conhecer a «face negra» do projecto. Face negra de quem, como eu, apoia o software livre. Certamente irá perceber se o Google Translate lhe traduzir um excerto da entrevista:

12. Por que a licença BSD, e porquê o Codeplex para acolher este projecto? É fácil de contribuir para o seu projeto e onde podemos encontrar os pontos de partida (comunicação on-line, fóruns, listas de discussão, IRC, specs - you name it, queremos que ele)?
Chad Hower: A licença do FreeBSD permite a distribuição de largura e permissividade. Pelo menos pessoalmente, eu não gosto de GPL como eu acredito que as forças de crenças sobre os outros.

CodePlex fornece-nos com o Team Foundation Server como o nosso VCS que é extremamente rico. Em vez de depender de um único fornecedor, escolhemos o melhor de muitos. O nosso site (www.GoCosmos.org) é o principal ponto de entrada, não CodePlex. Nós também usamos os grupos Yahoo para listas de e-mail e Skype para bate-papos e mensagens instantâneas.

No licenciamento, gestão, infra-estrutura e temos basicamente repetido o que foi feito e aprendido ao longo de muitos anos no Projeto Indy

Scott Balmos: A licença BSD é um compromisso reconhecendo o pragmatismo da indústria de software atual. Como desenvolvedor, congratulo-me com a liberdade e cooperação que o mundo do código aberto proporciona. Eu gosto do projeto na comunidade de configuração do tipo, e nela participaram muitas vezes. No entanto, para um projeto como um sistema operacional a ser realmente viável e aceito pela estrada, é preciso reconhecer o carácter pragmático da closed-fonte de negócios. Não há nenhum ponto de negar a existência, e nenhum ponto de negar a mentalidade do desenvolvedor em potencial.

Enquanto GPL com exceções classpath faz um bom compromisso nestas situações, não se pode superar o fato de que alguns componentes fanático do movimento Linux e da Free Software Foundation deram a GPL um mau nome aos olhos de negócios ao longo da última década. Não importa que a excepção classpath existe, tal como as pessoas ainda estão lutando sobre a definição da vinculação em uma situação VM (como a JVM e CLR). A licença de base ainda é a GPL, que traz muitas percepções negativas a um negócio. O sucesso tranquila da família de sistemas operacionais BSD mostrou que um equilíbrio pragmático da ideologia da comunidade open source, e fechou os interesses das empresas de origem, pode coexistir com êxito.

Chade foi a pessoa original que estabeleceu recursos do projeto, especialmente com a seleção da TFS, o uso do CodePlex, ea utilização do Yahoo Grupos. Ele tem um fundo de alto nível da Microsoft, junto com vários de seus contatos, e pelo menos um desenvolvedor de outros grandes. Eu tendo a concordar com a utilização dessas ferramentas, mas elas funcionam dado o nosso propósito. Nosso objetivo é usar o que as ferramentas são melhores - se eles também são livres e abertas, ou que ser fechada e comercial. O Visual Studio é um deles (embora apoiamos plenamente Visual C # Express), juntamente com alguns dos desenvolvedores usando ReSharper (um favorito pessoal minha, uma vez que minha IDE principal é IntelliJ IDEA para Java). Isto pode negar algumas habilidades para alguns desenvolvedores por aí, mas a habilidade básica para ajudar com Cosmos design e codificação ainda está lá. Temos um canal de Skype, onde a maioria real-tempo conversar desenvolvimento tem lugar. A lista de discussão no Yahoo Groups está fechado apenas para membros. Mas qualquer pessoa interessada em aderir ao programa podem entrar em contato Chade, a fim de obter acrescentou. É certo que provavelmente não é tão aberto como desejado. Mas, como tudo nesta altura, é tudo um trabalho em progresso.

Como você provavelmente percebeu da não muito boa tradução do Google, o projecto não é licenciado sob a GNU GPL, mas sim sobre a FreeBSD - o Chad Hower diz mesmo que não gosta muito da GNU GPL. OK, mas qual é o problema? É verdade, continua a ser opensource à mesma mas é menos «livre» - a BSD restringe mais. De qualquer forma, não foi isso que me fez «torcer o nariz» pela primeira vez desde que conheci o projecto - até porque isto da licensa eu já sabia mais ou menos dede o início. O que me fez gostar menos do Cosmos foi isto que o Chad Hower (mais uma vez) disse, em resposta a outra pergunta. O Google traduz, mas só a parte da resposta em questão:

13. Há outras tentativas de criação de um sistema baseado em C # operacional. Apartes o fechado - investigação Singularity fonte do sistema operacional da Microsoft, há o SharpOS opensource também liberado. Existem diferenças substanciais no projeto sobre o seu?
Chad Hower: Uma diferença importante é o licenciamento. Estamos BSD, eles são baseados GPL. Nosso compiladores também trabalho muito diferente. Eles só usar o "software" livre como em open source completo. Não apenas para internals SharpOS, mas todas as suas ferramentas.

Cosmos seu próprio código-fonte aberto, mas as ferramentas que nós usamos usamos tudo o que sinto se adapte melhor a tarefa. Assim, a utilização do sistema de controle de versão como o TFS (Team Foundation System). Apoiamos o Visual Studio. Apoiamos o Express Edition do VS, que é livre de custos - mas é claro que não tem fonte disponível. Mas para a Cosmos, a todas as fonte disponível .. mas nós não usar muitas ferramentas de código aberto em nosso desenvolvimento.

Isto foi a resposta de Chad Hower. Sim, e você leu bem: Apoiamos o Visual Studio. Apoiamos as Express Editions do Visual Studio, que é grátis - mas é claro que não tem fonte disponível. Bom, isto de ele (eu já não digo o ex-«colega») e o seu projecto apoiarem o Visual Studio, juntamente com o facto de estarem «hospedados» no CodePlex, cheira-me não a esturrro, mas a... Micro$oft por detrás. O mais certo é estar enganado, mas o que é facto é que o Cosmos não parece a ser bem o que se mostra. Isto porque... Nos comentários desse mesmo artigo, pode encontrar-se um intitulado «Clarifications of my own», ou seja, num português aproximado "Esclarecimentos sobre mim". Esse comentário foi escrito pelo Scott Balmos. O Google vai traduzir:

Esclarecimentos sobre a minha própria

Em primeiro lugar, a partir de ontem (2 / 7), já não sou um desenvolvedor do Cosmos. Eu estou voltando para o meu desenho original Ensemble, por duas razões principais:

1) As metas de longo prazo do Cosmos, eu vim a descobrir, eu não gostei. Não é destinado a ser um sistema operacional completo, como eu tinha pensado. Por todas as informações que eu me poderia determinar, Cosmos, deve ser um kit OS *, por exemplo, como um núcleo só, mas ainda mais despojado. É destinado a pessoas para construir outros sistemas operacionais em cima da faixa. Além disso, parece que muitas peças de outros projetos Indy (do qual é chefe do Chade) serão reutilizados no Cosmos, para melhor ou para pior. Assim, a razão para, pelo menos, alguma contradição nas respostas do Chade e para mim. Eu estava a basear minhas respostas fora da idéia de um desktop completo / OS servidor, ao passo que o Chade foi baseando-off da idéia de um kit de núcleo embutida, por falta de melhor descrição.

2) O desejo de simplesmente aprender tudo sozinho, com minhas próprias ideias, no meu próprio ritmo. Afinal, este é o hobby de desenvolvimento OS é em sua essência - uma experiência de aprendizagem.

William:

É bom ver que vocês ganharam de tração na área de execução. Eu estarei por perto, e provavelmente vamos conversar. Não sei se vou voltar para SharpOS, principalmente por causa da licença (uma escolha pessoal - uma das razões pelas quais a codificação é parte ciência e da arte), mas mais uma vez eu quero aprender coisas sobre o meu próprio. Desde que eu espero Ensemble será um sistema operacional completo, espero que nós vamos ter um pouco de cooperação competitiva amigável. Eu odeio indústrias onde os pesos pesados assumir que eles são mutuamente exclusivas.

Quanto ao argumento do compilador, olhar para dentro .. IIRC ... x86/Instructions.cs & Engine.cs. * Lots of opcode e operando decisões tipo de dados, pelo que eu posso dizer, são feitas através de comparações seqüência de caracteres (utilizando a memória / registrar taquigrafia do docs Intel), ao invés de usar tipos de dados objeto. Isso é o que eu quis dizer com analisador léxico textual. Eu ainda podia estar errado, como eu estou olhando para o SVN repo velho espelho que eu tinha de volta em setembro.

Em qualquer caso, só queria pelo menos colocar no meu 2 º C da contraprova.

Ele fala mesmo em «diferença entre as respostas dele e do Chad». Se você ler o artigo original na íntegra, vai notar perfeitamente essa diferença. Ele diz também que parece (e agora todos os que estamos a seguir o projecto de perto sabemos que já não é parecença, é realidade) que o projecto Cosmos vai utilizar partes do projecto Indy, do Chad. Já agora, acho que é uma boa altura para dizer que o «webname» do Chad é «kudzu». Scott Balmos acrescenta nesse comentário/opinião que não sabe se vai voltar para o SharpOS (concorrente directo com o projecto Cosmos), principalmente por causa da licença. Concluindo o comentário, parece que Scott está arrependido de se ter juntado ao projecto Cosmos - tão arrependido que na altura em que escreveu o comentário, já não era administrador do projecto.

Agora, sobre mim. Ontem, avisei, lá no projecto no CodePlex, que não conseguia compilar o Cosmos, disse o que se passava e ainda disse bem do projecto. Hoje, de manhã, tinha um comentário/resposta no meu «Issue post»: era o «kudzu» a dizer porque é que não conseguia compilar. Agora, depois de ler o artigo e fazer a minha «análise», parece que estou a fazer mal em seguir o Cosmos. Afinal de contas - e pelo que eu concluo essa também é a opinião de Scott Balmos -, parece que o Cosmos é uma espécie de «projecto de promoção» do Indy Project do Chad. Eu já sabia que o Cosmos é um facilitador de construção de sistemas operativos; no entanto a ideia do Chad (kudzu) sobre o projecto não me agrada muito. Pelo que vejo no andar da carruagem, o Cosmos é opensource, mas (seja de propósito, seja sem querer) o Cosmos está a ficar cada vez mais «closedsource». Site desactulizado; o que eles fazem está no segredo dos deuses; o código fonte, ao qual eu tenho acesso de leitura via SVN (o que significa que o posso actualizar sempre que quiser sem ter de fazer download do código inteiro), não há revisão que funcione correctamente - dão todas um erro de compilação, já dentro do compilador do Sistema operativo, não dentro da IDE, mas sim na aplicação que é gerada na IDE e que então irá compilar o Cosmos. A resposta do Kudzu para estes erros de compilação é (em inglês):
«Its possible our work on the new scanner has impacted the older IL2CPU. Please use an older revision as there are no functional changes to the older compiler. We are close to finalizing the new rebuilt compiler.» Ele diz que estão prestes a finalizar o trabalho no novo compilador, e agora a equipa de desenvolvedores está à prova: se não finalizarem o trabalho no novo compilador dentro de um mês, esqueço o Cosmos e vou apoiar o SharpOS (que por sinal está muito mais parado que o Cosmos, precisa de uma ajudinha).

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Como montar um servidor web no seu computador

Hoje vim aqui para explicar como montar um servidor web no seu computador. No meu caso, até não foi bem um servidor web, mas sim um servidor intranet, uma vez que o configurei de forma a mostrar páginas na rede wireless cá de casa. Antes de irmos ao que interessa, quero ainda dizer que isto não vai ser bem um tutorial, mas sim um «texto de aconselhamento».

Eu decidi montar um servidor intranet para poder instalar o eyeOS no meu computador e este ser acessível a todos os computadores na rede. Para quem não sabe, o eyeOS é um «sistema operativo» online, opensource, e a ideia dos criadores é que todos os que quiserem podem ter o seu sistema operativo online, para a família, para os amigos, etc. Pode-se informar mais sobre sistemas operativos online e computação nas nuvens procurando na Internet utilizando qualquer motor de busca não-Microsoft (a.k.a. Google), ou pode ir para o servidor que os do eyeOS têm montado na Internet para as pessoas verem antes de instalarem no seu servidor: eyeOS.info. Para entrar crie uma conta (muito simples) e já está... irá ser redireccionado para o seu desktop online.

Que software utilizar?
Como já tinha ouvido falar dele anteriormente, a primeira aplicação para montar um webserver que me veio à ideia foi o Apache, programa que irá montar uma interface web no seu computador. Eu não vou explicar aqui como instalar o Apache, até porque no final de contas não será preciso.
Como eu já expliquei anteriormente, eu queria montarum servidor onde instalar o eyeOS. Ora acontece que como o eyeOS é programado em PHP, precisa de ter o PHP instalado no seu servidor. Ainda tentei seguir vários tutoriais na Internet, mas por azelhice minha ou por incompatibilidade de versões, não consegui associar o PHP ao Apache. Resultado? O meu servidor só mostrava páginas HTML. PHP, nada.
Então descobri o XAMPP. Eu recomendo o uso do XAMPP, ele é uma espécie de pacote que inclui, numa só instalação:
  • Apache (configura-o automáticamente para funcionar com o PHP)
  • PHP (funciona a 100% com o Apcahe)
  • MySQL (o XAMPP instalou até coisas das quais eu não necessitava, como é o caso do MySQL...)
  • phpMyAdmin (para mim também não era um must)
  • Servidor FileZilla (permite-lhe montar um servidor FTP, para mim também não era preciso)
  • Mercury (ainda nem explorei bem esse...)
...tudo isto configuradinho e tudo iniciável através do XAMPP Control Panel - que obviamente é istalado junto com o XAMPP. Depois de instalado o XAMPP, abra o painel de controle, inicie o Apache, abra um navegador e digite o endereço localhost; se o seu navegador decidir procurar por localhost no fornecedor de pesquisa, force-o a aceder a localhost quer clicando no link anterior quer escrevendo na barra de endereços "http://localhost". Se tudo estiver bem, irá ser apresentada uma página do XAMPP a dizer que está tudo bem - quando eu vi esta página, até ia saltando da cadeira: não imagina as tentativas que fiz para meter o Apache a funcionar com o PHP, e agora chega o XAMPP e consigo ter tudo a funcionar bonitinho.
Essas páginas do XAMPP são até bastante úteis; e aconselho-o a não «deitar fora» essas páginas, porque elas não são meras páginas de exemplo: elas indicam o status das coisas e dão-lhe sugestões para melhorar a segurança (e outros aspectos) do seu site. Note-se que neste ponto ainda não tem um website na internet, ele não está ligado à internet (excepto se o seu computador estiver ligado à internet, e então pode aceder (teoricamente) ao seu site digitando o seu endereço de IP externo no seu navegador, a partir de qualquer computador - eu fiz uma tentativa distraída e acho que isto não passa da teoria).

Como manter várias páginas web no seu «servidor»?
Muito simples: adicione um ficheiro de índice. Tire do exemplo abaixo algumas ideias:

Bem vindo ao servidor da rede EuSouUmaRede!
Seleccione um dos seguintes sites:
- XAMPP
- eyeOS (ou aquilo que você instalar)

Adicione um ficheiro de índice onde o utilizador poderá escolher entre ir para as páginas do XAMPP, ou ir para o seu site (no meu caso é o eyeOS). Não me pergunte como fazer isso, ao escrever este post eu parto do princípio que você sabe lidar com códigos HTML, etc. e tem conhecimentos, no mínimo, intremediários; e parto também do princípio que você gosta de hackear tudo quanto é coisa...

Instalando o eyeOS (opcional - só se você quiser um Sistema Operativo no seu servidor)
Não pode fazer download da versão estável do eyeOS; essa não suporta a versão mais recente do PHP, a que vem com o XAMPP. Faça download do site eyeos.org a release candidate 3, essa funciona tão bem ou melhor quanto a versão estável e já suporta o php novo.
Uma vez feito o download (são cerca de 3~4 MB), extraia o conteúdo do ficheiro ZIP ou TAR.GZ para a pasta onde vai ficar acomodado o eyeOS: se quiser acabar com as páginas do XAMPP, apague tudo o que está em htdocs (htdocs está, por defeito, em C:\xampp\htdocs) e extraia para lá o ficheiro comprimido, se quiser manter as páginas do XAMPP crie uma pasta "eyeOS" e extraia lá o conteúdo do ficheiro zipado.
Agora, aponte o seu navegador a http://localhost, se tem um ficheiro de index e cada coisa em sua página, ou se apagou tudo o que estava em htdocs; ou se não tem ficheiro de index e o eyeOS foi extraído numa pasta (digamos que é "eyeOS"), então aponte o seu navegador a http://localhost/eyeOS. Se tudo estiver certo e se você compreendeu as minhas atrapalhadas instruções, irá ver a bonita página de instalação do eyeOS, a instalação é simplérrima, e é tão rápida que nem vai ver uma barra de progresso.
Se obteu um erro, vá pedir ajuda a quem sabe mais do que mim :D. Se tiver dúvidas sobre como utilizar o eyeOS, procure por suporte nos fóruns e na wiki do eyeOS. Como disse no início, isto não é um tutorial, é mais um «texto de aconselhamento», retratando todos os problemas que eu tive durante a montagem do servidor Web. Decididamednte, montar um servidor não é tarefa para qualquer um, e ligar o seu servidor à internet com um nome bonitinho do tipo "www.omeusite.com", leva tempo, trabalho, e se optar por um domínio pago como ".com" ou ".net", irá levar também dinheiro ao mês ou ao ano. :D Boa sorte!